domingo, 11 de março de 2012

BREVE REGISTRO DO AQUI-E-AGORA OU A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE SOU


Real e sincero, apesar de tanto lirismo talvez...
Verdade nua e crua...
E não. Eu não sou piegas... Eu (acho que) sou normal, e apesar de rabugenta, sou feliz! Tentando ver o mundo sob o melhor ponto de vista ;)



Sim.
Eu continuo buscando fazer toda semana algo que eu nunca tenha feito.
Eu continuo buscando olhar a vida de mil formas.
Eu continuo descobrindo, inventando e dando à vida novos sabores, novos sentimentos, novas sensações e novas experiências.
Eu quero ser feliz todos os dias. Eu busco isso todos os dias.
Das pequenas coisas eu faço grandes realizações. Eu faço o melhor que eu posso em tudo! Eu boto amor em tudo que eu faço!
Eu faço o bem, eu pratico o bem. Eu durmo tranqüila, com a consciência limpa e em equilíbrio com meus propósitos pessoais maiores todos os dias.
Eu sou feliz e tenho prazer com pequenos gestos, pequenas atitudes, pequenas coisinhas do dia a dia.
Para que cada dia da minha vida seja bem vivido e seja “dos melhores dias da minha vida” ;)
Eu me sinto agraciada por estar viva e sã. E sou grata por tudo que tenho.
Eu quero poder fazer com que cada amigo novo se torne um grande amigo.
Quero dar cada abraço com “aquele abraço”.
Quero que cada beijo seja único e inesquecível.
E quero sexo com entrega e partilha, com prazer e envolvimento. E a eternidade enquanto dure.
E quero “amar e beijar daquela vez como se fosse a última, e sentar para descansar como se fosse sábado, e dançar e gargalhar como se ouvisse música”.
E quero sentir o vento na cara. E os pingos da chuva nas costas enquanto pulo com os dois pés numa poça, e quero sentir cheiro de milho cozido e de alho refogado no azeite, e quero sentir que estou viva e presente.
E quero sentir a vida como um presente!

E, por incrível que pareça, isso não é da boca para fora, não...
Acho que sou assim mesmo.
Ainda bem.
Amém


... nessa casa se ouve Pixies


Rio de Janeiro, 10 de março de 2012.


Ontem fui a um show, e chorei-rindo por quase 2 horas, acho...
Dormi feliz.
Cansada, mas feliz.
Pouco, mas feliz.

Sonhei com um vestido que se desmanchava sozinho... Como um tricô sem o último ponto. Eram dois vestidos. Lindos, mas lindos de doer. Eu apenas pensei, mas era como se eu perguntasse para alguém: - posso vestir?
A resposta, que não era falada, era uma aceitação, uma concordância, uma anuência, veio por todos os poros. Peguei um dos vestidos. Liiiindo! Ele estava inteiro, mas quando eu o vesti a trama começou a se soltar, e aquele fio grosso escorrendo pelas minhas pernas virava um emaranhado sobre o chão, resumidamente... Emocionante!

Poucas vezes lembro o que sonhei tendo dormido pouco...

Acordei achando que ainda era sonho... Meio que acordei, meio que queria continuar dormindo. Parecia continuar sonhando, mas o sonho era outro, e me agarrei!!! Mal sabendo em que.

Acordei com uma sensação de ressaca estranha...
Não era uma ressaca de bebida, não era uma ressaca familiar ou conhecida. Não era uma ressaca como se espera que ela seja.
Senti-me esquisita. Senti-me errada e errônea. Senti-me como há tempos não me sentia, e isso não estava de todo confortável....
Incomodou. Senti-me como se incomodasse os outros. Senti-me esquisita sim e, ao mesmo tempo, pela metade. Não me entreguei (de novo!) como o faço... Não me entreguei como gostaria de fazê-lo (mas não vou admitir nunca...), não me entreguei com tudo que tenho e posso e faço (e quero... mas isso também não vou admitir nuuuunca...) ...
Ao mesmo tempo, também me senti feliz.
Um misto de estranhamento com satisfação. Uma ressaca de um choro, talvez. Uma ressaca de uma realização e satisfação, talvez. Um susto e uma sensação de ser pega de surpresa que só confundem mais as coisas....

Acordei de um choro.
Acordei de um sonho.
Acordei em um susto.

Andei. Zanzei. Andei para lá e para cá... Enfiei a cara na água, como se fosse uma pequena bica em algum riacho no meio do mato.
Já estava clareando e a lua continuava enooorme, brilhando como um holofote. Iluminava a casa como se fosse o sol a raiar. E eu ainda tentando entender tanta coisa...
Busquei trazer um pingo de razão e coerência.
Busquei entender o que estava acontecendo.

Zonza, desnorteada, confusa...

O show, que tanto me fez chorar, também fez mexer em arquivos de backup de todos os arquivos passados, de tantos fatos, de tantas emoções, de tantas histórias.
O sonho, que eu ainda me esforçava em lembrar, parecia tão real, e tão revelador e, ao mesmo tempo, tão confuso.
O susto... Aaaah, o susto! Apesar de eu adorar surpresas, e adorar ser pega de surpresa, e adorar a imprevisibilidade das coisas, assustou mais do que deveria. Um momento que eu chamo aqui de “surra em cachorro morto”... Quando você não consegue nem ter reação, não consegue nem entender bem o que está acontecendo e nem ter nenhum tipo de atitude consciente, sabe? Assustou e chocou. Assustou e (me) travou.... um bloqueio incômodo, um embaraço. Um peso que eu não queria carregar.

Acendi a luz. Acendi um cigarro. Liguei o rádio.

E quando eu falo que “o cosmos se comunica e se manifesta na ordem randômica das músicas” parece uma piada... (uma piada de gosto duvidoso e de uma ironia divina tão sagaz quanto safada). Parece uma mentira esdrúxula com cheiro de laquê, uma trilha demodê de novela dos anos 80...

Por lá estava ele, Rod Stewart e “Da Ya Think I'm Sexy”...

Fazer o quê?

Continuar com um gosto seco na alma e um peito apertado no meio desta e da vida em si no dia que começava? E a mente inquieta tentando acondicionar idéias coerentemente? Continuar “tentando entender”, “tentando entender” e “tentando entender” tantas coisas que não fazem o menor sentido?

Eu estava brava (muito brava) comigo mesma.
Ao mesmo eu também queria me abraçar.
Eu estava na ressaca com gosto de lágrimas e risos.
E também estava feliz, e eu também estava adversa...
Eu queria estar ali e ao mesmo eu queria evitar que o estivesse.

Eu, que nem de relance, sentia-me sexy, ia fazer o quê?
Fazer o que mesmo?
Fiz diferente, sem nem perceber ou atinar no momento. E de repente me vi no meio da casa, com os bracinhos para cima e os quadris de um lado para o outro, e dançava e dançava e dançava com aquele “tarãrã-rãrã, tarãrã-rãrã” de tecladinho-disco-da-calça pantalona...

E tanta alegria desse momento-desapego se confundia mais e mais com tanta aflição e agonia concentradas.

E assim começou o sábado por aqui.




... nessa casa se ouve John Dee Holeman


AO VIVO É OUTRA HISTÓRIA


Então fui ao show do Morrissey. Por tempos achei que esse fosse um dos “shows da minha vida”. Por tempos achei que ele fosse uma das partes de mim perdidas por aí.
E são.
E lá mesmo, no meio da muvuca, entremeada no meio da galera, meio apertadinho, meio longinho, peguei-me chorando. Peguei-me chorando do início ao fim.
Acho que chorei e ri durante o show inteiro...
Custei um tanto a perceber e entender por que...

O som estava ruim. Eu via o palco de diagonal. O bar estava longe. A cerveja estava quente. O banheiro? Nem comento... (até porque qualquer lugar que tenha fila para entrar, seja cheio de mulheres, abafado e sujo, é garantia obvia e natural de que eu vá me irritar).

Johnny Marr não estaria lá.... (mas eu ia superar isso!)

O lugar (uma das grandes incógnitas da humanidade... Tem tudo para ser o lugar mais legal do Rio! Mas é deprê... Mal tratado, né?) estava cheio. Lotado! E isso não é garantia de que seja legal. Aliás, muito pelo contrário...
As pessoas estão muito mal educadas. Têm perdido a noção dos relacionamentos humanos, da educação, civilidade... Tomei 2 empurrões completamente descabidos. Quase apanhei porque, educadamente (!!!), pedi licença para passar (?).
Muita gente besta por aí...

Dentre tantos desconfortos e “aspectos a melhorar”, consegui manter o bom humor!
Aliás, eu estava tão feliz, mas tão feliz de estar ali, que nada tiraria meu bom humor.

Pois então... Peguei-me chorando! De alegria e emoção...

E ali mesmo percebi por que... Ali mesmo, em cinco minutos ou menos, parece que fui abduzida, transposta a outra dimensão, parece que fiz uma viagem no tempo... Ao mesmo tempo sentia-me tão “presente”.

Lembrei de muitas vezes que ele mesmo (Mr. Morrissey, o próprio) esteve presente e me fez companhia nesta vidinha. E eu mesma ainda não tinha noção disso.

Lembrei da minha infância, e todas as vezes que eu balancei os bracinhos cantando Girl Afraid ou engrossei a voz cantarolando junto com o rapaz “rush and a push and the land that we stand on is ours; It has been before, so why can't it be now? And people who are weaker than you and I; they take what they want from life; but don't mention love. No - just don't mention love!”

Lembrei das festinhas pré adolescentes, nas garagens fechadas de véspera com lona preta, e a vitrola encostada nos cantos do quintal, onde a moçada botava discos de vinil “das novidades” – e todos dançavam naquela vaga de carro vazia: Titãs, Legião Urbana, dávamos “xutos e pontapés” com The Clash, e por aí vai...... Até que alguma mãe saísse da sala com uma bandeja de pão com carne assada na mão. Até que alguma mãe aparecesse e dissesse: - Vamos parar com isso, entrar, cortar o bolo que o tio Fulano está querendo ir embora.
Lá também esteve Mr. Morrissey, por vezes talvez até na hora do parabéns.

Lembrei de vários momentos de angústia adolescente, e todas as vezes que ele estava lá comigo... Eu fui crescendo, e ele (ele mesmo, Mr. Morrissey) ia comigo.

E quantas vezes eu berrei: “I wonder to myself, could life ever be sane again? (…) Burn down the disco, hang the blessed DJ because the music that they constantly play says nothing to me, about my life

Lembrei de festinhas, rodinhas, turminhas.
Lembrei da vida chegando cada vez mais e, junto com ela, todos seus grandes desafios.
Lembrei de momentos de dor e decepções. Lembrei de momentos de força e superação.
Lembrei de “fases”... amigos, turmas, faculdade, empregos, viagens. Lembrei de todas (!!!), ou quase todas, ou boa parte pelo menos, as idas à Ubatuba. Lembrei de momentos que ri e de momentos que chorei. Lembrei taaaanto....
Ele sempre esteve lá.

Lembrei das casas em que eu morei. Lembrei de coisas que eu fiz. Lembrei de pessoas que eu conheci. Lembrei de amigos que fiz, e de outros que perdi.
Lembrei de quando eu casei. Lembrei de quando eu me separei. Lembrei de pessoas com quem eu fiquei. Lembrei de pessoas com quem eu deixei de ficar.
Ele sempre estava lá. (ele mesmo...)

Lembrei de todos os “loneliness”, e todos os “sorries”, e todos os “caaaaares” que eu já cantei e berrei e extravasei junto com ele (ele mesmo... Mr. Morrissey).

Lembrei de perguntas que fiz, e as que não fiz. Respostas que dei, as que ouvi e as que eu nunca soube.

Lembrei de olhar (mais) para mim mesma. Ainda que poucas horas depois eu tenha esquecido completamente disso....

Lembrei que a vida é breve... Lembrei que estou aqui só de passagem. Lembrei desta passagem até o presente (tão presente) momento.

Lembrei onde eu estava, como, quando e porquê. Lembrei quem eu era, quem eu sou e o que tenho feito.

Tudo isso por causa de um show?!?

Tudo isso por causa deste amigo e companheiro - Mr. Morrissey - que ali falava DA MINHA “shyness that is criminally vulgar” e cantava comigo “how can you say I go about things the wrong way? I am human and I need to be loved just like everybody else does (…) You could meet somebody who really loves you, so you go, and you stand on your own, and you leave on your own. And you go home, and you cry and you want to die

Lembrei que eu talvez devesse ter tomado um lexotan (?). Lembrei de coisas que acho que eu deva esquecer.

E ali falamos junto que “everyday is silent and grey” e que “there is no point saying this again but I forgive you, I forgive you, always I do forgive you” e também lembramos juntos sobre (todas) “the choice I have made may seem strange to you, but who asked you, anyway? It's my life to wreck, my own way

E por aí foi…

Né, não, Mr. Morrissey?
Lembrou de tudo que já fizemos juntos por aí?

E então também lembrei de onde “pode ser que tenha vindo” tamanha sintonia e identificação... Pois, convenhamos... não faz muito sentido!

Não sei bem quais são as afinidades… Talvez nas promessas a si mesmo, os sentimentos de rejeição e de não-pertencimento, as ofertas de si para os outros (e o outro que nunca sabe ou percebe), algumas crises e angústias... Nem sei.
Nessas, também lembrei que acredito no celibato. E que também acredito e confio mais nos animais do que nos seres humanos.

Sei que gosto do cara! A gente deve ter vindo do mesmo planeta...

E então também me lembrei do planeta em que estava... (e outros pontos que acho que sintonizamos na mesma freqüência) – o real incômodo com pessoas (?) que estavam ali na grosseria e no desrespeito ao ser humano. Para que mesmo?
Na boa... para ir a um show destes e fazer grosseria a troco de nada com a mocinha educada gentilmente lhe pedindo passagem, ficasse em casa, em toda sua insignificância. Se Mr. Morrissey soubesse dessa falta de amor à humanidade, não iria gostar que você estivesse aqui, ô playboy babaca!

Então saio do show e a primeira coisa que vejo é um carrinho do churrasquinho, daqueles de me enjoar antes mesmo de passar perto. Na boa parte II... a volta à realidade é dolorida!

Aaaah, e na boa parte III.... senti falta de termos cantado e berrado rouca e loucamente (e chorado?) juntos end of the pier, end of the bay, you tug my arm, and say: give in to lust, give up to lust, heaven knows we'll soon be dust... But I'm not the man you think I am, I'm not the man you think I am, and sorrow's native son, he will not rise for anyone” ou então “why do you come here? And why do you hang around? (…) when you know it makes things hard for me?”
Entre outras…

Love you. Mr. Morrissey!

Ainda que o meu senso de realidade tenha ficado completamente distorcido.
Ainda que meus sentimentos sejam um vulcão em erupção (!!!), mas no meio do deserto...
Ainda que eu nem saiba bem porquê.

Imagino que o sr, esteja bem feliz de ter estado aqui comigo novamente (!), desta vez ao vivo, “missa de corpo presente”. ;)

E é... é verdade: “no, it's not like any other love. This one is different - because it's us. We can go wherever we please and everything depends upon how near you stand to me” ;)

E a melhor parte?!?! A de berrar por dentro, de cantar com a alma “I really don't know and I really don't caaaaaaare (…) yes, we may be hidden by rags, but we've something they'll never have”.

Pena não termos feito isto ontem (mas o sr. sobrevive, fique tranqüilo!)


... nessa casa se ouve Foo Fighters

passando a limpo | parte II


Passei o fim de ano na casa de mamãe.
Em certo momento, sentei em meu cantinho, comecei a escrever algumas coisas... Acho que teria escrito mais, mas não deu, mas tudo bem.
Boto aqui “tal qual como veio”, sem revisões e complementos.

(aí o ano começou que mal consegui perceber, fui realmente levada e tomada, só “apaguei incêndios” até o momento, só agora é que ando “arrumando a casa e a vida”, e assim vamos... Momento transcrever papeizinhos e anotações, jogo o que tenho até o momento aqui, outra hora, escrevo e completo mais talvez...)

segunda leva | “projetos 2012”
Também incompleta pacas, mas foi o começo...
Na verdade, a idéia era fazer uma lista top 100
Também não deu tempo (ainda...). Acho que vou fazê-la andando...




PROJETOS 2012

1.  Fazer um curso de somelier;

2.  Voltar a tocar percussão (regularmente; oficialmente; disciplinada e prazerosamente);

3.  Fazer aulas de esgrima!
Hummm... Esse é um projeto tão complexo, e que eu sei que eu realmente gostaria de me dedicar de corpo, alma e coração (...) que acho que viu deixar para outro momento (de novo...) nessa vida!
#ProcrastinaçãoNecessária

4.  Trabalhar menos, ganhar mais! Ai, ai...

5.  Trabalhar com gosto, prazer, envolvimento, satisfação de crenças e vontades. Com amor. Com pessoas bacanas, companheiras, dedicadas, amorosas e também guerreiras. E que compartilhem das mesmas vontades, contentamentos e ambições.


6.  Momento devaneio... Emprego dos sonhos: ser curadora de guitar hero!

7.  Namorar mais!

8.  Rir mais! Ser feliz! Das pequenas coisas e momentos às grandes alegrias e satisfações. Ser e sentir-me feliz. Saber rir sempre, saber sorrir por dentro.

9.  Fazer dinheiro! Saber fazê-lo. Saber recebê-lo.
E recebê-lo tanto, mas tanto, ao ponto de “dar para tudo” e ainda sobrar para ajudar muita gente (que também saiba recebê-lo e dar bom uso) ;)

10.         Quitar minhas dívidas!
Ou melhor: quitar minhas dívidas (!!!) e ainda sobrar um troco.
Melhooooor: quitar minhas dívidas (!!!) e ainda sobrar um troco que dê para: fazer uma temporada de SPA e encontros íntimos e pessoais comigo mesma no Spa Ananda nos Himalaias ou no Gstaad Palace na Suiça; ou ainda para uma semaninha de vida exótica no The Palace of the Lost City Hotel, para um festival de reggae na Jamaica e uns 2 de rock no Reino Unido, um “tour de vinhos” (total e completo!!!!) em Portugal, uma visita ao Il Giardino dei Tarocchi em Garavicchio, emendar com uma pizza napolitana em Napoli; para passar meados de julho e agosto no Festival de Bregenz na Áustria, andar de caminhão (daqueles beeeem coloridinhos) no Paquistão, alugar uma moto em Cádiz e só devolver em Barcelona; aproveitar o embalo, subir até a Borgonha de bicicleta (com cestinha!!!! E uns pães e uns queijos...) e tomar um Romanée-Conti (!!!); pegar um sol em Biarritz, um bronze em Pahang Pahang, um banho de chuva (com os bracinhos bem abertos) no Vietnã ou nas Filipinas, uma aurora boreal na Finlândia e/ ou na Noruega, pegar um gato em Santorini; também fazer um passeio de veleiro em Madagascar, e um de bucaneiro ou uma pequena fragata atravessando pelo canal do Panamá (vestida de pirata!!!! Com veludo cor de vinho e babados amarelados, tá!), parar de frente para Tortuga Bay, fazer um brinde com um rum da Wray and Nephew, enrolar um tabaco local e ficar vendo javalis na praia; comer batatas em Dusseldorf (e ver se houve mesmo um vampiro por lá...), tomar uma sopa de feijão em Budapeste, um pisco ou até uma chicha no Peru, ou melhor, tomar um pisco no Peru e um no Chile, e ver se eu os ajudo a acabar com tanta discussão em torno do pisco; tomar o maior caldo nas ondas de Waimea.
Obs.: Atravessar a Rússia pela transiberiana e tomar uma das champagnes do czar no Ritz de Moscou deixo para o ano que vem;

11.   Ir visitar as pessoas queridas! (e a lista é graaaande...)

12.  E também que eu saiba amar como uma criança.
          Sorrir para a vida como uma adolescente.
         Inovar e empreender como um jovem, e refletir como um velho (sem alzheimer nem esclerose, plíz!!!!).
E ser como sou!
E ser.
E só ser.

13.   Que eu tenha, e tenhamos todos, saúde!!! Muita saúde – física, mental e espiritual!

14.  E “paz e amor, bicho!”

15.  Que eu possa dormir 8h todas as noites.

16.  Que nunca me falte o alimento. Que este seja sempre abençoado e que eu saiba sempre agradecê-lo.

17.  E que eu saiba sempre agradecer por TUDO de maravilhoso que tenho!


18.



passando a limpo | parte I


Passei o fim de ano na casa de mamãe.
Em certo momento, sentei em meu cantinho, comecei a escrever algumas coisas... Acho que teria escrito mais, mas não deu, mas tudo bem.
Boto aqui “tal qual como veio”, sem revisões e complementos.

Primeira leva | “retrospectiva 2011”
Incompleta pacas, mas foi o começo...

(aí o ano começou que mal consegui perceber, fui realmente levada e tomada, só “apaguei incêndios” até o momento, só agora é que ando “arrumando a casa e a vida”, e assim vamos... Momento transcrever papeizinhos e anotações, jogo o que tenho até o momento aqui, outra hora, escrevo e completo mais talvez...)


dezembro de 2011.

Então já é fim do ano...
Um corre, né?

Passa voaaaando (Ou é só impressão minha? Só eu acho que o ano parece que começou “ontem”?)
Vi uma amiga fazendo a “retrospectiva 2011” no Facebook, me peguei pensando e lembrando meus momentos por aqui também...
Comecei por algumas coisas marcantes, depois emendei tentando lembrar de, pelo menos 1 coisa, um fato, um momento, a cada mês.
Grande desafio. Para mim parece realmente difícil, uma das coisas mais complexas do mundo. Sou péssima com datas, né? Nunca lembro nada, quer dizer... Lembro dos fatos, dos sentimentos, dos acontecimentos. Agooora.... lembrar da data. Poutz... se bobear eu esqueço até do meu aniversário. Já viu?
Então, na “retrospectiva 2011”, só vou conseguir saber datas se eu pesquisar, se eu for buscar agendas, calendários, outras coisas que aconteceram na mesma época. É trabalho investigativo mesmo, de análise e averiguação, não de memória... Na memória ficam os fatos, as emoções. As datas sei lá onde ficam...
Pois bem, vamos aos fatos.
Ou a alguns...

RETROSPECTIVA 2011 | parte I

ENCONTRO DAS MENINAS DO BEÁ
Esse aqui ia render um post (ou um caderno) inteiro à parte. Já pensei tantas coisas, senti muitas outras mais, se eu sentar a bunda um tanto e desandar a escrever acho que sai coooooisa.
Começando desde já.
Foi mesmo uma das coisas mais marcantes e emocionantes que aconteceram.
Um reencontro ímpar. Tão singular quanto esperado, ainda que talvez não soubéssemos disso.
Quase 20 anos depois nos reencontramos. Quase todas. A “turma do colégio”, a “mulherada”. Era um colégio só de meninas, né. Mulher demais. Só mulher. E, por incrível que pareça, neste mesmo encontro (re)descobrimos que nem precisava de meninos na escola. Éramos moleque o suficiente!!! Com toda certeza.
Aprontamos muito, nos divertirmos muito, ‘molecagens mil’... meeeesmo. Desde coisas de quem jogava futebol e descia cotovelada atravessando em campo, de quem fazia campeonatos de cuspe, de quem inventava formas de matar aula e de colar na prova, até as inquietações todas de quem vai crescendo, convivendo, amadurecendo em mil formas.
Mulheres com altas doses de testosterona, mulheres que se viram pela última vez no auge da adolescência, com hormônios mil borbulhando e efervescendo, tomando rumos e caminhos de quem queria ser gente grande. E mulheres que viraram “mulherões”. Guerreiras, batalhadoras, fortes, felizes.
Muito divertido!
Lembro que antes do encontro eu tive “pés atrás”, confesso... em imaginar que talvez pudéssemos ser tão diferentes que talvez “não coubesse”.
Eu nunca havia participado de um encontro destes, nem de escola, nem de faculdade, nem de nada. Na verdade, uma vez acompanhei uma amiga no encontro de turma de faculdade dela. E fiquei chocada!!! Os assuntos eram assim “Quem se deu bem? Quanto você ganha?”. Deprimente... Fiquei mesmo bege com isso. Achei tão raso... Por pouco não traumatizei.
E nós aqui da turma da escola com mais mil rumos diferentes, identificações de vida talvez até mais distantes que de uma turma de faculdade, que já começa com algum ponto ou perspectiva comum...
Muito tempo sem se ver, né? Sem nenhum contato.
Eu mantive contato nesse tempo com apenas 3 figuras queridas. E ainda assim contato esporádico... Coisas de quem se mudou de cidade várias vezes, de quem mal vê a família, de quem saiu da escola no último ano antes das aulas acabarem, de quem mudou de casa e não avisou ninguém, e sequer levou o nome e telefone da turma anotadinho.
Loucura, né?
Pois bem, tive alguns receios antes desse encontro... de haver pouca ou nenhuma identificação, de haver gente “diferente” demais, de pensamento, de sentimento, de ideologias, de visões de mundo e tals (como se eu não fosse diferente, ou cheia de peculiaridades, né...)
E sabe o que é mais rico?
É que pode ser que haja.
Mas a gente se gosta, se ama e se respeita assim.

Mil papos rendem aqui... as mães, as filhas, as turminhas, as histórias, as crises, os rumos da vida, os amores, os desamores, o tempo que passa, mais histórias, as coisas que mudaram, as que não mudaram, mas mil histórias e por aí vai...
Falei que era um post à parte... juro que ainda vou escrever muito a respeito. Mas por hora, fica aqui na versão de bolso para a “retrô 2011” mesmo, ta.

Data: foi do meio do ano para frente.... tipo setembro, outubro. Lembro porque a Angélica tinha vindo em casa pouco antes (e conversáramos a respeito, que não tínhamos mais contato com a mulherada e que curioso seria nos revermos!). Ela veio no feriado de 7 de setembro, então foi depois disso. Eu tinha acabado de fazer uma tatuagem, que foi em 9 do 9 e fui toda embrulhada no plástico para o encontro, que nem sobra de pudim na geladeira. Então foi depois disso, com certeza não foi dia 8 de setembro (hááá! Estou ficando craque com datas, hein...). Foi pouco depois do dia 9, meados de setembro. Formô?

Pontos altos: 1. Os papos foram todos ótimos. A gente ria mesmo até sem saber por quê. Todas se divertiram, se curtiram, se abraçaram de coração, lembramos histórias e sentimentos e foi mesmo um programão.
2. Paramos a pizzaria do shopping. Acho que fechava às 22h... Era 1h da manhã e ninguém queria ir embora! A gente mal conseguia se largar.
3. O garçom veio todo sem jeito acho que avisar que queria fechar a pizzaria, e saiu com um: - Não enche o saco, não. Pega aqui 247 câmeras e tira uma foto da gente. O cara se atrapalhou (...), e ainda olhou com uma cara de “eu não posso ficar aqui tirando tantas fotos de vocês”. Dessa vez saiu com um: - E não reclama, engole o choro e mantenha o respeito, que a última vez em que a gente se viu você não era nem nascido.
4. A foto! Tentando reproduzir uma foto de classe que tínhamos, procurando pelas mesmas posições em que estávamos, vendo as que estavam faltando e etc. Fizemos melhor!!! Pose segurando a tal foto antiguinha, assim... tipo quem ganha a geladeira do Sílvio Santos e segura uma bandeja com a foto do prêmio, já viu? Fantástico!!!!
No mesmo tema, mantendo a linha, ponto forte 5: o comentário da minha vizinha quando viu a foto: - Mas que lindas! 20 anos depois?!? E ninguém embarangou?!? Só tem gatas, incrível!

Incrível, não?

E olha ela aí...


 
 

RETROSPECTIVA 2011 | parte II

Resolvi beijar na boca

É. Resolvi.
Assim tipo “resolvi, está resolvido”.
Mesmo.
E ponto.

Porque há um tempão eu não fazia isso...
Essa minha vida peculiar introspectiva e quase casta me fez adotar hábitos tão esquisitos que até eu mesma estranho... Fez-me esquecer de algumas coisas tão boas, que eu mesma nem sei como fiz isso. Por isso, também marcante na “retrô 2011”, está o momento “resolvi”.
Estava há quase uns 15 anos sem fazer isso. Dá para acreditar?
Fazer isso, assim... do tipo, conhecer alguém, trocar umas idéias (ou não...), e beijar na boca.
Estava mesmo há muito tempo sem passar com isso. Tanto que nem lembro (nem lembro a última vez, tá. Como faz acho que eu lembro um pouquinho).
Maior exercício de memória aqui... lembrei das ultimas vezes. Uma virou um namoro, durou anos. A outra tomou o mesmo rumo, virou um casamento, durou quase uma década. Depois.... bom, o depois deixa para depois....
Mas nessas, (tempo voa, né?) foi mesmo um tempão!
Uma historia aqui, outra ali. Uma ou outra figura amiga ou conhecida. Mas essa sensação de leveza e descompromisso, de surpresa e de se sentir querida ou desejada, que há ao se beijar “um desconhecido” não tinha.... não existia, já nem lembrava mais como era...
Mas aí “eu resolvi”!!!
E, fofa! Vou te falar uma verdade... Passei o rodo!
Tá bom, tá bom... Passei o rodinho da pia.
Tá bom, tá bom... Passei o rodinho da pia de leve... Tão de leve, tão de leve que dá para contar nos dedos, nos dedos das mãos, nos dedos de uma mão, nos dedos de uma mão com sobra -  Passei o rodinho da pia, de leve, que dá para contar em 2 ou 3 dedos e estou feliz pacas com isso, ta!

Data: Aaahhh, não faço a m-e-n-o-r idéia! Momento de leveza é tanto, que nem vira memória associativa. Passo.

Pontos positivos: vários! Saúde melhorou, humor melhorou, pele melhorou, auto-estima melhorou... Liberação de endorfinas é mesmo o máximo, hein... Presente dos céus. Só alegria.
Também melhoraram a minha capacidade de auto-aceitação, satisfação comigo mesma e com a minha vidinha. Também melhoraram a sensação de liberdade e tantos outros sentimentos.


... nessa casa se ouve Peter Frampton